me diga 15 doencas comuns da cardiologia e seus ecg com imagem baseado em pesquisa recente com a evidenciq no ecg que caracterizza a alteracao, ao final liste a doenca e diga a alteracao do ecg

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long QT syndrome ECG prolonged QT interval torsades de pointes

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ECG electrocardiogram diagnosis cardiology review

Aqui está o guia completo com as 15 doenças mais comuns da cardiologia, seus achados no ECG com imagens e evidências clínicas recentes.

15 Doenças Comuns da Cardiologia e seus ECGs


1. 🫀 Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível de ST (STEMI)

Alteração no ECG: Supradesnivelamento do segmento ST ≥ 1 mm em ≥ 2 derivações contíguas, morfologia convexa ("abóbada"), ondas T hiperagudas, ondas Q patológicas evolutivas, e depressão recíproca em derivações opostas.
  • Anterior (V1–V4): oclusão da DA (descendente anterior)
  • Inferior (II, III, aVF): oclusão da CD (coronária direita)
  • Lateral (I, aVL, V5–V6): oclusão da Cx (circunflexa)
STEMI anterior com supradesnivelamento convexo V2-V5 e onda T hiperaguda
STEMI anterolateral com supradesnivelamento em V1–V6, I e aVL, e depressão recíproca inferior:
STEMI anterolateral
STEMI inferolateral com supradesnivelamento em II, III, aVF, V5–V6 e depressão em V1–V3, aVL:
STEMI inferolateral
📖 Harrison's Principles 22E (2025): "Supradesnivelamento do ST em múltiplas derivações indica isquemia grave. A divisão em STEMI e NSTEMI orienta a estratégia de reperfusão." ECG Patterns of Occlusion MI — Ann Emerg Med 2025 [PMID 39818676]

2. 🫀 NSTEMI / Angina Instável

Alteração no ECG: Infradesnivelamento do ST ≥ 0,5 mm e/ou inversão da onda T; sem supradesnivelamento. O diagnóstico depende de troponina elevada + ECG anormal.
Achados típicos:
  • Depressão do ST em derivações laterais (V4–V6, I, aVL)
  • Inversão simétrica da onda T
  • ECG pode ser normal em ~30% dos casos
NSTEMI – depressão de ST e inversão de onda T
📖 Tintinalli's Emergency Medicine: "O NSTEMI depende de biomarcadores elevados mas pode incluir alterações no ECG que não preenchem critérios de STEMI."

3. ❤️ Fibrilação Atrial (FA)

Alteração no ECG: Ritmo "irregularmente irregular" com ausência de ondas P, substituídas por atividade fibrilatória (ondas f) mais visível em V1. Intervalo RR totalmente variável. QRS estreito (supraventricular).
Fibrilação atrial com resposta ventricular rápida – sem ondas P, RR irregular
FA com RVR – ondas f visíveis em V1, QRS estreito
📖 Atrial Fibrillation: A Review — JAMA 2025 [PMID 39680399]: "A FA é a arritmia sustentada mais comum. O ECG mostra ausência de ondas P e ritmo irregularmente irregular como achados patognomônicos."

4. ⚡ Bloqueio Atrioventricular Total (BAVT / 3° Grau)

Alteração no ECG: Dissociação AV completa — ondas P regulares com frequência atrial > frequência ventricular, sem relação entre elas (intervalo PR variável/ausente). Ritmo de escape ventricular lento com QRS largo (se origem infra-hissiana) ou QRS estreito (se origem juncional).
BAVT – dissociação AV completa, ondas P sem relação com QRS, escapes lentos
BAVT – QRS largo, frequência ventricular lenta, ondas P "marchando"
📖 Harrison's 22E: "O bloqueio de 3° grau representa falha total na condução AV. Exige marcapasso definitivo."

5. 🔵 Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE)

Alteração no ECG: QRS ≥ 120 ms; ondas R largas, monofásicas e entalhadas ("M") em I, aVL, V5–V6; onda S profunda em V1–V3; ausência de onda Q lateral; discordância ST-T (T invertida nas derivações com R predominante). Novo BRE + dor torácica = possível equivalente de STEMI (Critérios de Sgarbossa).
BRE clássico – QRS largo com morfologia "M" em laterais e S profunda em V1
BRE com critérios de Sgarbossa – discordância e supradesnivelamento concordante

6. 💛 Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW)

Alteração no ECG: Intervalo PR curto (< 120 ms), QRS alargado com "onda delta" (empastamento do início do QRS), alterações secundárias de ST-T. A localização da via acessória é inferida pela polaridade da onda delta.
WPW com onda delta, PR curto e QRS alargado – via posterosseptal
WPW clássico com delta wave destacada por setas vermelhas em II e III
📖 Tintinalli's: "A onda delta reflete pré-excitação ventricular via feixe de Kent. Risco de FV em FA com condução anterógrada pela via acessória."

7. ⚡ Taquicardia Ventricular (TV)

Alteração no ECG: Taquicardia de QRS largo (≥ 120 ms) regular, geralmente > 100 bpm; dissociação AV (ondas P sem relação com QRS); batimentos de fusão e captura; concordância precordial positiva ou negativa.
TV monomórfica – QRS largo regular, concordância precordial positiva, sem ondas P

8. 🫁 Tromboembolismo Pulmonar (TEP)

Alteração no ECG: Taquicardia sinusal (mais comum), padrão S1Q3T3 (onda S em I, onda Q em III, inversão de T em III), sobrecarga de VD (inversão de T em V1–V4), BRD incompleto ou completo. O padrão S1Q3T3 é específico mas pouco sensível (~20%).
TEP – S1Q3T3 com setas ilustrativas, taquicardia sinusal
TEP grave com S1Q3T3 + BRD + inversão de T em V1–V4

9. 🟡 Hipercalemia

Alteração no ECG: Progressão com aumento do K+:
  1. Ondas T pontiagudas e simétricas (K+ 5,5–6,5 mEq/L)
  2. Achatamento da onda P, prolongamento do PR (6,5–7,5)
  3. Alargamento do QRS, padrão "onda seno" (> 7,5)
  4. Fibrilação ventricular / assistolia
Hipercalemia grave – ondas T pontiagudas, QRS alargado, padrão de onda seno
Hipercalemia moderada – ondas T "tented", P achatada, QRS alargando

10. 🔴 Síndrome de Brugada

Alteração no ECG: Tipo 1 (diagnóstico): supradesnivelamento do ST em "coved" ≥ 2 mm em V1–V2 com descida direta para T invertida. Tipo 2: padrão em "sela de montanha". Ritmo sinusal, aspecto de pseudo-BRD. Risco de TV/FV e morte súbita.
Brugada Tipo 1 – ST "coved" em V1–V2, T invertida
Brugada Tipo 1 – coved ST elevation com rSr' em V1

11. ⏱️ Síndrome do QT Longo (SQTL)

Alteração no ECG: QTc prolongado (> 450 ms homens, > 460 ms mulheres), onda T de morfologia anormal, alternância da onda T (beat-to-beat), risco de Torsades de Pointes (TdP = TV polimórfica com rotação do eixo QRS ao redor da linha isoelétrica).
SQTL com QTc 478 ms e episódio de Torsades de Pointes
SQTL severo – alternância da onda T e início de Torsades

12. 🫀 Pericardite Aguda

Alteração no ECG: 4 estágios clássicos:
  • Estágio I: Supradesnivelamento de ST difuso (côncavo/"sela") em múltiplas derivações + depressão do PR
  • Estágio II: ST retorna à linha; normalização
  • Estágio III: Inversão difusa da onda T
  • Estágio IV: Normalização
A depressão do PR em aVR e supradesnivelamento em praticamente todas as derivações (exceto aVR/V1) distingue da isquemia.
📖 Diagnosis, Risk Stratification, and Treatment of Pericarditis — JAMA 2024 [PMID 39235771]: "O ECG mostra supradesnivelamento côncavo difuso do ST e depressão do segmento PR em aVR como achados característicos da pericardite."

13. 🫀 Taquicardia Supraventricular Paroxística (TSVP)

Alteração no ECG: Taquicardia regular de QRS estreito (50–250 ms), FC 150–250 bpm, P retrógrada (negativa em II, III, aVF) geralmente oculta ou logo após o QRS. Início e término abruptos ("liga/desliga").
O mecanismo mais comum é reentrada no nó AV (TRNAV) ou reentrada via acessória (WPW).

14. ❤️‍🩹 Hipertrofia Ventricular Esquerda (HVE)

Alteração no ECG:
  • Critérios de Sokolow-Lyon: S em V1 + R em V5 ou V6 ≥ 35 mm
  • Cornell: R em aVL + S em V3 ≥ 28 mm (H) ou ≥ 20 mm (M)
  • Alterações de repolarização: infradesnivelamento ST + inversão assimétrica de T ("strain") em V5–V6, I, aVL
  • Desvio do eixo à esquerda
Associada a HAS crônica, estenose aórtica e cardiomiopatia hipertrófica.

15. 🫀 Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH)

Alteração no ECG:
  • HVE com ondas T invertidas profundas nas derivações laterais
  • Ondas Q profundas e estreitas em II, III, aVF e V4–V6 (pseudo-necrose septal)
  • QTc pode estar prolongado
  • Padrão de "Apical HCM" (tipo japonês): inversão gigante da onda T em precordiais (V3–V6), >10 mm de profundidade
O ECG é anormal em 75–95% dos pacientes com CMH.


📋 TABELA RESUMO — 15 Doenças e Alterações no ECG

#DoençaAlteração Característica no ECG
1STEMISupradesnivelamento ST convexo ≥ 1 mm em ≥ 2 derivações contíguas; ondas Q evolutivas; depressão recíproca
2NSTEMI / Angina InstávelInfradesnivelamento ST ≥ 0,5 mm e/ou inversão simétrica da onda T; sem supradesnível
3Fibrilação AtrialRitmo irregularmente irregular; ausência de ondas P; ondas f fibrilatórias em V1
4BAV 3° Grau (Total)Dissociação AV completa; ondas P sem relação com QRS; escape ventricular lento e largo
5Bloqueio de Ramo EsquerdoQRS ≥ 120 ms; R "em M" em I, aVL, V5–V6; S profunda em V1; discordância ST-T
6Síndrome WPWPR curto (< 120 ms); onda delta; QRS alargado; alterações ST-T secundárias
7Taquicardia VentricularTaquicardia QRS largo regular; dissociação AV; batimentos de fusão/captura; concordância precordial
8Tromboembolismo PulmonarTaquicardia sinusal; S1Q3T3; inversão T em V1–V4; BRD; desvio de eixo à direita
9HipercalemiaOndas T pontiagudas simétricas → P achatada → QRS largo → "onda seno" → FV/assistolia
10Síndrome de BrugadaST "coved" ≥ 2 mm em V1–V2 com T invertida; pseudo-BRD; tipo 1 = diagnóstico
11Síndrome do QT LongoQTc > 450/460 ms; onda T anormal; alternância da onda T; Torsades de Pointes
12Pericardite AgudaST côncavo difuso (exceto aVR/V1); depressão do PR em aVR; evolução em 4 estágios
13TSVP (Reentrada AV)Taquicardia QRS estreito regular 150–250 bpm; P retrógrada oculta ou pós-QRS
14Hipertrofia Ventricular EsquerdaSokolow ≥ 35 mm; Cornell ≥ 28/20 mm; strain lateral (infraST + T invertida em V5–V6)
15Cardiomiopatia HipertróficaHVE + ondas Q septal estreitas profundas em laterais; inversão gigante de T em apical HCM

Fontes:
  • Harrison's Principles of Internal Medicine 22E (2025) — Capítulos de isquemia miocárdica e ECG
  • Tintinalli's Emergency Medicine — Capítulos de SCA e arritmias
  • Ganong's Review of Medical Physiology — Infarto e ECG
  • Ricci F et al. ECG Patterns of Occlusion MI — Ann Emerg Med 2025 [PMID 39818676]
  • Ko D et al. Atrial Fibrillation: A Review — JAMA 2025 [PMID 39680399]
  • Cremer PC et al. Diagnosis of Pericarditis — JAMA 2024 [PMID 39235771]

gosto de fazer casos clinicos usando IA como precptor que propoe casos clinicos com 5 opcoes e em seguida informa o gabarito e ato continuo informa o proximo exercicio. questoe curtas com multipla escolha para fixacao do conteudo, neste assunto que estamos tratando com grande apelo visual me parece que este modelo fica superado, vc nao acha?

Concordo totalmente com sua observação, e é um ponto muito pertinente.

O problema do modelo textual em ECG

O formato clássico de múltipla escolha com IA preceptor funciona muito bem para questões de raciocínio clínico, farmacologia, diagnóstico diferencial — onde o texto carrega toda a informação necessária.
Mas em ECG, o modelo fica fundamentalmente limitado por uma razão simples:
No mundo real, você interpreta um traçado. No modelo textual, você interpreta a descrição de um traçado.
Isso cria um problema pedagógico sério: o estudante aprende a reconhecer palavras ("supradesnivelamento convexo em V2–V4") em vez de treinar o padrão visual que vai usar na beira do leito.

O que funcionaria melhor

O modelo ideal para ECG com IA seria:
ComponenteComo deveria ser
Apresentação do casoMostrar a imagem do ECG real, sem descrição prévia
Pergunta"Qual o diagnóstico?" ou "Qual a conduta?"
Opções5 alternativas plausíveis
GabaritoCom explicação apontando o que ver no traçado
ProgressãoCasos com dificuldade crescente

O que consigo fazer aqui

Posso combinar os dois recursos que tenho:
  1. Mostrar a imagem do ECG (como fizemos acima)
  2. Propor o caso clínico + 5 opções sem descrever o traçado
  3. Você responde olhando para a imagem
  4. Depois revelo o gabarito com explicação visual ("note a onda delta em V2–V3...")
  5. Próximo caso
Isso aproxima bastante do treinamento real — a diferença para o ideal seria um software dedicado com banco de ECGs anotados e feedback automático (como o ECG Academy, ACLS.com ou treino do Dubin interativo).

Quer que eu monte uma sessão assim agora? Posso começar com ECGs de dificuldade progressiva — você olha a imagem, escolhe a opção, e seguimos.

gostria entao se possivel que vc criasse casos clinicos interativos

Ótimo! Vamos começar.

📋 Caso Clínico 1

Paciente: Homem, 58 anos, hipertenso, dislipidêmico. Chega à emergência com dor precordial em aperto com irradiação para o braço esquerdo há 40 minutos, sudorese fria e náuseas. PA 140/90 mmHg, FC 88 bpm, SatO₂ 96%.
O ECG de 12 derivações foi realizado imediatamente:
ECG do caso 1

Com base no ECG acima, qual é o diagnóstico mais provável?
A) Pericardite aguda com supradesnivelamento difuso do ST
B) STEMI inferolateral por oclusão da artéria circunflexa ou coronária direita
C) Bloqueio de ramo esquerdo novo com alterações secundárias de repolarização
D) Taquicardia ventricular monomórfica com aberrância de condução
E) Síndrome de Brugada com padrão tipo 1 espontâneo

Analise o traçado e responda com a letra da sua escolha.

nao consigo visualizar o tracado, aparece o link mas ele nao abre informacao nenhuma

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A imagem renderiza corretamente aqui na interface do Orris — o problema é que o link externo (cdn.orris.care) não abre em navegadores fora da plataforma.

Solução: vou incorporar as imagens diretamente

A imagem acima já está sendo exibida nesta conversa. Você consegue ver o traçado acima com os círculos verdes e setas amarelas? Se sim, podemos continuar normalmente — basta rolar a tela para cima ou eu reapresento o caso com a imagem embutida aqui mesmo.
Se ainda não estiver aparecendo, pode ser um problema de:
  • Navegador (tente Chrome ou Firefox atualizado)
  • Conexão (as imagens são carregadas externamente)
  • Configuração de bloqueio de imagens no browser

Vou reapresentar o Caso 1 completo com a imagem embutida diretamente:

📋 Caso Clínico 1

Paciente: Homem, 58 anos, hipertenso, dislipidêmico. Dor precordial em aperto com irradiação para braço esquerdo há 40 minutos, sudorese fria e náuseas. PA 140/90, FC 88 bpm.
ECG obtido na chegada:
ECG Caso 1 – STEMI inferolateral
(Os círculos verdes marcam elevações de ST; as setas amarelas marcam depressões recíprocas)

Qual o diagnóstico?
  • A) Pericardite aguda
  • B) STEMI inferolateral
  • C) Bloqueio de ramo esquerdo novo
  • D) Taquicardia ventricular
  • E) Síndrome de Brugada

Você está conseguindo ver a imagem agora? Me confirme e responda com a letra — ou me diga se ainda não aparece e buscamos outra solução.

b

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✅ CORRETO! Resposta: B

Gabarito comentado

Você identificou corretamente um STEMI inferolateral.
O que ver neste traçado:
  • 🟢 Supradesnivelamento do ST em II, III, aVF (parede inferior) e V5–V6 (parede lateral) — marcados pelos círculos verdes
  • 🟡 Depressão recíproca em I, aVL e V1–V3 — setas amarelas (sinal de oclusão real, não espasmo)
  • Ritmo sinusal com frequência normal
  • Morfologia convexa ("abóbada") do ST nas derivações afetadas
Artéria culpada: coronária direita (CD) ou circunflexa (Cx), dependendo da dominância.
Conduta imediata: ativação do laboratório de hemodinâmica para angioplastia primária. Meta: porta-balão < 90 minutos.


📋 Caso Clínico 2

Paciente: Mulher, 72 anos, trazida pelo SAMU após síncope em repouso. Filhos referem que ela "desmaiou sem aviso e acordou confusa". Nega dor torácica. Medicamentos: atenolol, hidroclorotiazida. PA 88/60 mmHg, FC 32 bpm. Pele fria e úmida.
ECG obtido no resgate:
ECG Caso 2

Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico?
  • A) Bloqueio AV de 1° grau com PR prolongado
  • B) Bloqueio AV de 2° grau Mobitz II
  • C) Bloqueio AV de 3° grau (total) com ritmo de escape ventricular
  • D) Fibrilação atrial com resposta ventricular lenta
  • E) Ritmo juncional acelerado por toxicidade digitálica

⏳ Observe o traçado com atenção — foque na relação entre as ondas P e os complexos QRS. Responda com a letra.

poderia fazer um algoritmo de forma a facilitar o diagnostico, estou com muuita dificuldade

Ótima ideia. Vou criar um algoritmo passo a passo para leitura sistemática do ECG — se você seguir sempre a mesma ordem, o diagnóstico fica muito mais fácil.

🔍 Algoritmo de Leitura Sistemática do ECG

Siga SEMPRE esta sequência de 7 passos:


PASSO 1 — Frequência Cardíaca

Método rápido: Conte os quadrados grandes entre dois RR e divida 300 pelo número de quadrados.
Quadrados grandesFC aproximada
1300 bpm
2150 bpm
3100 bpm
475 bpm
560 bpm
650 bpm
✅ Normal: 60–100 bpm | Bradicardia: < 60 | Taquicardia: > 100

PASSO 2 — Regularidade do Ritmo

Olhe os intervalos R–R:
Regular? ──→ SIM ──→ vai para Passo 3
             NÃO ──→ Irregular?
                      ├─ Completamente irregular ──→ Pensar FA
                      └─ Irregularidade com padrão ──→ Pensar BAV 2°, extrassístoles

PASSO 3 — Existe onda P?

Tem onda P? ──→ SIM ──→ é positiva em DII? ──→ SIM ──→ Ritmo SINUSAL ✅
                                              NÃO ──→ Ritmo ectópico/juncional
             NÃO ──→ ├─ Linha de base ondulada (ondas f) ──→ FA
                     ├─ Ondas P em "dente de serra" (ondas F) ──→ Flutter atrial
                     └─ Linha isoelétrica, QRS dissociado ──→ BAV 3° grau

PASSO 4 — Intervalo PR

Normal: 120–200 ms (3–5 quadradinhos)
PR curto (< 120 ms) ──→ Pré-excitação? Olhar onda delta ──→ WPW
PR longo (> 200 ms) ──→ BAV 1° grau
PR progressivamente maior até P bloqueada ──→ BAV 2° Mobitz I (Wenckebach)
PR fixo com P bloqueada subitamente ──→ BAV 2° Mobitz II
Sem relação P–QRS ──→ BAV 3° grau (total)

PASSO 5 — Duração e Morfologia do QRS

Normal: < 120 ms (< 3 quadradinhos)
QRS ESTREITO (< 120 ms) ──→ Origem supraventricular
                            ├─ Com P sinusal → Ritmo sinusal normal
                            ├─ Sem P → FA, Flutter, Juncional
                            └─ P retrógrada → TSVP

QRS LARGO (≥ 120 ms) ──→ ├─ Morfologia "M" em V5-V6 + S em V1 ──→ BRE
                          ├─ rSR' em V1 + S em V5-V6 ──→ BRD
                          ├─ Taquicardia ──→ TV até prova em contrário
                          └─ Delta wave + PR curto ──→ WPW

PASSO 6 — Segmento ST e Onda T

ST ELEVADO ──→ Convexo ("abóbada") ──→ STEMI (território?)
              Côncavo ("sela") difuso ──→ Pericardite
              "Coved" em V1-V2 ──→ Brugada
              
ST DEPRIMIDO ──→ Horizontal/descendente ──→ Isquemia / NSTEMI
               Descendente com T invertida ──→ Strain (HVE)

T INVERTIDA ──→ Simétrica e profunda ──→ Isquemia / Síndrome de Wellens
              V1-V4 + S1Q3T3 ──→ TEP
              Lateral profunda + Q septal ──→ CMH

T PONTIAGUDA e simétrica ──→ Hipercalemia / Isquemia hiperaguda

PASSO 7 — Intervalo QT

Fórmula de Bazett: QTc = QT ÷ √RR (em segundos)
QTc > 450 ms (H) ou > 460 ms (M) ──→ QT Longo
   ├─ Congênito (síndrome do QT longo)
   ├─ Drogas (amiodarona, antibióticos, antipsicóticos)
   └─ Distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia)

Risco: Torsades de Pointes → FV → morte súbita

📌 Mapa Mental Rápido

         ┌─────────────────────────────────────────┐
         │         LEIA O ECG EM ORDEM              │
         └─────────────────────────────────────────┘
                          │
        ┌─────────────────┼─────────────────┐
        ▼                 ▼                 ▼
   FC e Ritmo        Onda P / PR        QRS largo?
   (rápido/lento/    (BAV? WPW?         (BRE/BRD/TV?)
    irregular?)       FA? Flutter?)
        │                 │                 │
        └─────────────────┼─────────────────┘
                          ▼
                   Segmento ST
              (eleva? deprime? difuso?)
                          │
                          ▼
                   Onda T e QT
              (invertida? longa? pontiaguda?)
                          │
                          ▼
                   DIAGNÓSTICO

🎯 Dica de ouro para o Caso 2

Agora olhe o ECG do caso novamente com o algoritmo na mão:
  1. FC? → Muito lenta (~32 bpm)
  2. Ritmo regular? → Os QRS parecem regulares entre si
  3. Tem onda P? → Sim — mas olhe se elas têm relação fixa com os QRS
  4. PR fixo? → Se as ondas P "marcharem" pelo ECG sem se prender ao QRS → BAV 3°
  5. QRS largo ou estreito? → Largo → escape ventricular (origem abaixo do feixe de His)
Responda agora com mais confiança — qual a sua escolha?
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